Ep. 23- Terapia- 1ª PARTE

Você já pensou em fazer terapia? Como sou psicóloga clínica, muitos perguntam o que é, ou como é fazer terapia. Então o que é? É uma conversa entre duas pessoas com o foco apenas em uma delas. Quanto mais parecido com uma conversa melhor. Por quê? Porque significa que a dupla usa uma linguagem comum, compreendida pelos dois. O foco deve estar no paciente, que escolhe o que e como falar. O ambiente do consultório deve ser acolhedor, mas principalmente o psicólogo deve ser acolhedor, alguém interessado e curioso no humano, capaz de abrir mão de si e prestar muita atenção em quem está a sua frente. O processo de psicoterapia é baseado então, numa relação e toda relação é baseada numa troca. O que trocam paciente e terapeuta? O paciente deve estar à vontade para expressar o que quiser, da forma como quiser. Pode-se falar sobre qualquer coisa? Não só pode como deve! Significa que está à vontade consigo e com o terapeuta. Conforme o paciente vai falando, ele vai encadeando ideias, relatos, histórias e obviamente pensando sobre elas. O terapeuta ouve atentamente, pode fazer perguntas, sugerir associações. Oferece ao paciente um outro olhar sobre sua narrativa, tentando abrir janelas interpretativas para que o paciente se observe de outro ponto de vista. De certa forma é tirá-lo da zona de conforto, causar algum incômodo, um desassossego para ampliar sua compreensão de si. Pra que você fique à vontade, tem que “ir com a cara do terapeuta”, sentir uma conexão, estar à vontade. Peça duas ou três indicações e faça entrevistas até achar alguém que encaixa legal com você. Quando eu fui, ainda no segundo ano da faculdade me deram 3 nomes. A primeira adorei, mas disse que seria minha professora na faculdade no 3º ano e não poderia me atender. Fiquei puta na hora porque gostei dela! A segunda tinha consultório numa casa meio sombria, soturna… nem entrei! Não ia ser legal frequentar aquele lugar… A terceira foi beleza! Deu certo!! 12 anos de sessões 3 vezes por semana! Se sou assim doida agora, imaginem como eu era… Quanto a frequência, considero que é preciso no mínimo um contato por semana. Pense que se você for aprender algo novo, uma língua, um esporte, um hobby, quanto maior a frequência mais rápido o aprendizado. Tente aprender a patinar uma hora por semana. Quanto tempo será preciso? E se você patinar três vezes por semana? Na terapia é algo parecido. Terapeuta e paciente precisam se conhecer para que a troca fique azeitada, mais fácil, pra que a confiança se estabeleça aos poucos, progressivamente. É um trabalho artesanal, cuidadoso. Portanto, a ideia de que uma frequência de sessões maior só serve para pessoas que estão muito mal, como se costuma pensar, está furada. Ir três vezes por semana à terapia significa investir num processo mais intensivo, e é preciso ter recursos internos para isso também. Tem mais ainda, mas agora só no próximo Falatório!!! Se você gostou do conteúdo, não esqueça de curtir e compartilhar!Acesse aqui e veja outros assuntos que podem te interessar ou cadastre-se neste formulário para receber mais novidades do Falatório com Gisela.

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