Ep. 83: A difícil convivência com o inesperado

Estou sentada no escritório de casa, finalizando um livro. Pela janela quase não há barulho de carros. Condição ideal pra mim, não fosse a preocupação do porquê deste silêncio. Uma greve que chegou sorrateira, desacreditada, deixou-nos paralisados. Difícil entender exatamente o que se passa. Não há identificação de um grupo político, mas uma categoria profissional que mobilizada, parou o país. De unânime, a insatisfação com o governo. Finalmente algo uniu o povo e mostrou nossa fragilidade. Estamos completamente à mercê do transporte rodoviário.

Vivemos uma situação emocional penosa e paralisante: não entendemos o que está acontecendo e não temos capacidade de reverter o quadro. Uma dupla limitação. Como resultado um aumento da tensão. O imprevisível e incerto são os combustíveis (perdão pela metáfora) da ansiedade. Sugiro mantermos a serenidade e nos apoiarmos mutuamente. A mesquinhez joga álcool na fogueira. Tempos incompreensíveis e inquietantes. Espaço para reflexão produtiva sem pressa. Não adianta.

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